Apresentação “A Serpente” – Finalização do Módulo 1 do Percurso “Práticas do Ator”. Fotos: Allan Taissuke

Este slideshow necessita de JavaScript.

Fotos: Allan Taissuke

Os alunos do Módulo 1 do Percurso “Práticas de Ator” encenaram a peça “A Serpente”, no Teatro Dragão do Mar, como finalização das atividades do módulo

O texto “A Serpente”, última peça escrita pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, em 1978, conta a história de duas irmãs, Lígia e Guida, que vivem no mesmo apartamento com seus respectivos maridos, Paulo e Décio. A trama gira em torno de um triângulo amoroso formado pelas irmãs e o marido de Guida.

No Percurso de Práticas do Ator, cada módulo visa passar por uma experiência na formação do artista cênico. Neste primeiro módulo, orientado pela atriz Maria Vitória, os atores trabalharam o conceito de ação física defendido por Constantin Stanislavski, tendo como base o texto de Nelson Rodrigues.

Depoimento da atriz Marcélia Cartaxo

Foto: Angélica Maia
Foto: Angélica Maia

A atriz Marcélia Cartaxo esteve no Porto Iracema das Artes, entre os dias 27 e 30 de abril, para participar da programação das Navegações Estéticas. Na oficina “O ator no set: preparação” e na Master Class “O ator no audiovisual – experiências de composição”, a atriz, diretora e preparadora de elenco usou suas experiências com base para discutir o processo criativo do ator na linguagem audiovisual. As atividades realizadas marcaram o início do percurso de Ator e Câmera.

Confira depoimento que Marcélia escreveu acerca de sua experiência no Porto Iracema:

“Agradeço com muito carinho a equipe do Porto Iracema das Artes, Escola de Formação do Ceará, onde tive a oportunidade de conhecer um espaço desejado por todo profissional das artes. Foi um encontro inesquecível e único, 22 atores batizados carinhosamente como “Dragões”, jovens atores ávidos de experiências.

No primeiro momento trocamos experiências, travamos um grande diálogo sobre a arte de representar no teatro, cinema e TV. O processo de iniciação do Ator no Cinema se dá através da criatividade e emoção do aprendiz e, a medida que cada um vai experimentando suas experiências, os vários personagens ( na verdade distintas facetas de cada  pessoa) aparecem conduzindo a descobertas singulares.

A partir de então, o ator, com muita simplicidade e naturalidade, manifesta suas emoções, despertando a criatividade do individuo que vai se refletir na cultura de um povo. Através da concentração, observação, memória da emoção, memória corpórea, caracterização e ritmo, abordamos aspectos como a construção das personagens a partir do roteiro e partimos para a prática, onde encontramos o “Set de Filmagem”. Lá nos deparamos com a Cenografia, Diretor, Fotografo, Figurino, Maquiagem, Técnicos entre outras funções na construção das cenas e o Ator em prontidão: corpo, mente e voz. Foi incrível e percebemos que o que nos falta além da teoria é a “arte da prática”, mas apesar de, tudo aconteceu com emoção criatividade, observação, leveza, intuição, autodisciplina, nos possibilitando amar o próximo e nos trazendo muita felicidade, aprendendo sem sofrimento, experimentando, com erros e acertos, nos conhecendo e aceitando.

Essa escola de formação e criação nos ajuda a conhecer mestres que nos alimentam, alimento este que nos leva a perfeição, a versatilidade, o uso das mãos, dos pés do rosto, mas acima de tudo o reconhecimento da vida, na oficina conheci muitos talentos, bons, imaturos e promissores. Gosto muito desses encontros, das oficinas, porque estou sempre aprendendo, trocando ideias e experiências, criando oportunidades para outros jovens, mudando atores de um papel para outro, polindo a todo momento, constantemente deixando que emergissem sob um novo aspecto, estirando, fazendo deles atores de primeira grandeza, sempre encorajando.

O que importa é o amanhã, sempre mantenha a vista voltada para o futuro. Eu mesma sempre estou aprendendo, me desafiando a aperfeiçoar a minha Arte, meu Oficio, e a oficina “O Ator no Set: preparação” foi mais uma destas oportunidades. Obrigada!”

– Marcélia Cartaxo

No Campo da Fotografia

Os registros das aulas fazem parte do processo que vem sendo desdobrado dentro do campo da Fotografia no Porto Iracema das Artes.

Relato sobre a Oficina Fotografia e Transmídia

Foto: Angélica Maia
O fotógrafo e artista transmídia Paulo Amoreira realizou a oficina como parte da programação das Navegações Estéticas. Foto: Angélica Maia
Do dia 27 ao dia 30 de abril tive a oportunidade de conviver com alguns alunos dos percursos formativos de fotografia do Porto Iracema das Artes. A ideia era compartilhar informações sobre fotografia e narrativas para múltiplas plataformas (Transmedia Storytelling), um conceito ainda pouco conhecida na cidade e que vem se tornando uma das bases para construção de narrativas na Era Digital.

A turma, formada por pessoas com diferentes formações, faixas etárias e interesses na área fotográfica, foi muito receptiva e disponível. Como tenho preferência pela multiplicidade de referências e histórias de vida, me senti particularmente contemplado pela possibilidade de me conectar com trajetórias tão pessoais quanto diversas.

Logo, o hermetismo que cerca a Transmídia foi sendo desconstruído e pudemos, inclusive, exercitar a construção de uma narrativa ficcional a partir de imagens fotográficas, para, em seguida, aplicarmos técnicas de expansão para múltiplas mídias e percebermos o potencial transmídia de cada história.

Fico feliz em constatar que narrativas com tanto potencial tenham surgido em tão pouco tempo! O que certamente tem muita relação com a dedicação e criatividade do grupo de alunos.

Foram criadas 4 narrativas à partir do diálogo provocado pela conjugação de duas imagens fotográficas. Pudemos aperfeiçoar essas narrativas, acentuando seu caráter e impacto, para colaborar na adesão do público visado aos meios de interação, introduzindo meios de feedback e prevendo a expansão da narrativa para diversos tipos de mídia. Foi um processo divertido e apaixonante.

Sobretudo fiquei feliz em perceber o entusiasmo dos participantes em relação às histórias que criaram. Como muitos manifestaram o desejo de continuar a aperfeiçoar esse produto cultural e, quando estiver pronto, captar recursos para a sua realização, prefiro mantê-las inéditas, por isso não irei contá-las aqui.

Essa oportunidade confirmou a percepção que acalanto de que os cearenses são grandes contadores de histórias e tem uma grande facilidade em incorporar inovações em seus modos de fruição e criação cultural.

Por fim, posso dizer que agora terei que conviver com um novo desejo: viver uma nova experiência com os alunos do Porto Iracema das Artes, quem sabe com maior fôlego e com a possibilidade de compartilhamento de um produto final.

Espero, principalmente, reencontrar com Amanda, Anália, Clarice, Francisco de Assis, Helena, João, Max e Samya  e poder descobrir todas as novidades que foram acrescidas  às suas ideias originais e quão próximas elas estão de serem realizadas.